sexta-feira, 31 de julho de 2015

Peça teatral sobre a turma do sítio do Pica-pau Aamarelo

 TURMA DO SÍTIO DO PICA PAU AMARELO
                A peça inicia com a música do sítio do pica-pau amarelo. Surge o cenário, depois entra a Dona Benta e senta na cadeira. Ela começa a falar:
DONA BENTA: Era uma vez, um homem que contava histórias, falando das maravilhas do mundo encantado, que só as crianças podiam ver. Mas esse homem que falava às crianças conseguiu descrever tão bem essas maravilhas que fez todas as pessoas acreditarem nelas. Pelo menos, as pessoas que cresceram por fora, mas que continuaram a serem crianças em seus corações (entram os passarinhos).
DONA BENTA: Ele aprendeu tudo isso com a natureza, em lugares como este sítio, onde ele viveu. Há quem diga que foi aqui que ele descobriu todas essas maravilhas que levou para os livros. Há quem diga, que elas ainda moram aqui, entre as paredes desta casa. Há quem diga, que quem entrar aqui poderá talvez encontrar, um por um, todos os sonhos, encantos e maravilhas, junto à saudade, a grande saudade que ela guarda de um grande homem que soube falar às crianças.
DONA BENTA: Este homem, como muitos aqui sabem, foi Monteiro Lobato, considerado o pai da literatura infantil. Ele criou históricas maravilhosas, a maioria ambientada neste sítio, que ele chamou de Sítio do Pica-pau amarelo. Aqui todos os sonhos se transformam em realidade... (Monteiro Lobato entra e observa o sítio e a paisagem, passando pela Dona Benta e beijando sua mãe. Após ele sai pelo outro lado).
DONA BENTA: Vamos conhecer um pouco mais da minha turminha? Eu sou Dona Benta, a vovó do sítio. Adoro contar histórias para as crianças. Hoje vou apresentar quem faz parte da minha turminha. Iremos conhecer primeiro uma contadora de estórias, como eu e que é meu braço direito: Tia Nastácia. (Entra Tia Nastácia, batendo um bolo na mão).
TIA NASTÁCIA: Boa tarde para todos! Para quem não me conhece sou a tia Nastácia, a melhor quituteira deste e de todos os mundos que existem. Eu já cozinhei até para São Jorge, na Lua. Fui eu quem praticamente criou a Narizinho, e quem fez a Emília. Sou uma grande contadora de estórias. A turma do sítio adora ficar à noite ouvindo meus “causos”. Agora vou embora, porque tenho que colocar meu bolo no forno! Tchau, gente!(Ela sai do cenário).
DONA BENTA: Já que ela não pode ficar, vou chamar outro para se apresentar. Vamos começar pela Emília (entra o grupo de dança da Sabrina, com a coreografia. Depois, entra a Emília).
EMÍLIA: Oi, meu nome é Emília, sou uma boneca de pano, fui feita por Tia Nastácia. Era muda, mas Narizinho me levou até o Dr. Caramujo que me deu umas pílulas da fala. Agora posso falar tudo que penso. Acredito que a verdade é uma espécie de mentira bem pregada das que ninguém desconfia. Mas acho que já falei demais, pois a Dona Beta está me olhando com uma cara tão estranha... (Ela fala isso e vai saindo de fininho).
DONA BENTA: Essa Emília. Depois de tanta bobagem, vamos chamar o Visconde de Sabugosa que tem um pouco mais de cérebro... (Entra o grupo de dança da Marília. Depois, o Visconde).
VISCONDE: Sou Visconde de Sabugosa, fui feito de um sabugo de milho. Fiquei muitos anos esquecido em uma biblioteca, durante esse tempo li muitos livros, por isso adquiri muito conhecimento. Certa vez quase morri empanturrado de matemática. Por falar nisso, lembrei-me de uns cálculos que estava fazendo e preciso ir... (ele sai correndo)
DONA BENTA: O Visconde está sempre com pressa... Mas olhe que vem vindo lá! A Narizinho! (entra o grupo de dança da Marília. Depois, a própria Narizinho).
NARIZINHO: Olá, meu nome é Lúcia, mas todos me chamam de narizinho, por causa de meu nariz arrebitado. Sou neta de dona Benta e prima de Pedrinho. Gosto muito de pipoca e já sei fazer os bolinhos de polvilho da tia Nastácia. Adoro as férias, pois meu primo Pedrinho vem para o sítio e nós nos divertimos muito. Além disso, adoro brincar de boneca, principalmente com a Emília, que é a minha preferida. Ah, lá está ela! Vou te pegar, sua danadinha... (ela sai atrás da Emília).
DONA BENTA: Elas se amam... Mas vocês sabem que a Emília é casada? Adivinhem só, com um leitão! E ele vem vindo aí... (entra o Rabicó).
RABICÓ: Sou o Marquês de Rabicó e graças a Narizinho, que é minha amiga não fui parar no forno da Tia Nastácia. Minha diversão é comer. Falando nisso estou com uma fome! Alguém tem um lanchinho ai?
DONA BENTA: Há, há, há... Só o Rabicó mesmo....(nesse momento, Pedrinho grita: Vovó!). Olhem só, aí vem meu neto Pedrinho!(entra o grupo de dança da Sabrina. Depois, o Pedrinho com o bodoque).
PEDRINHO: Oi, meu nome é Pedrinho, tenho dez anos, sou neto da dona Benta e primo da Narizinho. Moro e estudo na cidade. O que mais adoro no mundo é passar as férias no sítio da vovó. Sou muito corajoso e gosto de viver muitas aventuras aqui no sítio. Em uma de minhas aventuras consegui prender o arteiro do saci em uma garrafa, e teve uma vez que apareceu uma onça no sítio organizei uma caçada e trouxe a bicha morta. (Ficar com um estilingue na mão). Por falar no Saci, aí vem ele! (Entra o saci, dançado no ritmo da música).
SACI: Sou o Saci. Minha diversão é assustar os animais no pasto e bagunçar a cozinha da Tia Nastácia. O danado do Pedrinho foi o único que conseguiu me prender em uma garrafa, depois ele me soltou e nos tornamos amigos. Ensinei a Pedrinho os segredos da floresta.

DONA BENTA: Nossa, é muita informação para um dia só, não é mesmo? Mas parece que está faltando alguém... Quem será?
PERSONAGENS, NO RECUO: É a Cuca!
DONA BENTA: Só podia ser a Cuca! Sempre atrasada (entra ao som da música).
CUCA: Cheguei! Como se atrevem a começar sem mim? Vou me vingar! Jogarei um feitiço em todos aqui! (risada malvada).
DONA BENTA: Calma Cuca, temos visitas! Comporte-se!
CUCA: Desta vez passa, desta vez passa, mas eu me vingarei. (risada e senta).

DONA BENTA: Eles ainda me matam com tanta confusão! Mas parece que vem vindo alguém aí... Ouçam...
DOM QUIXOTE: Ooooo de casa! Tem alguém aí?
DONA BENTA: Sim, vá se chegando!
DOM QUIXOTE: Boa tarde, nobre senhora. Qual a sua graça?
DONA BENTA: Me chamo Benta, mas todos me conhecem como Dona Benta. E o senhor, como se chama?
DOM QUIXOTE: Sou Dom Quixote e venho de La Mancha, na Espanha. Vim aqui porque me contaram que há um menino aqui que é muito corajoso e destemido. Onde ele está?
DONA BENTA: O senhor deve estar falando do meu neto, o Pedrinho. Por que o senhor gostaria de conhecê-lo?
DOM QUIXOTE: Estou à procura de um novo escudeiro. Meu fiel amigo Sancho está adoentado e não posso pelear sozinho por este mundo...
DONA BENTA: Mas meu neto é muito jovem para sair pelo mundo...
PEDRINHO: Ah, deixa vovó...
TODOS: Deixa, deixa...
DOM QUIXOTE: Vou precisar muito de vosmecê, Pedrinho. Fiquei sabendo que nessa mata existem feras enormes, que eles chamam de onça.
PEDRINHO: Ah, sim, mas hoje em dia é proibido caçar onças, porque elas estão em extinção!
DOM QUIXOTE: Que pena! Achei que aqui viveria grandes aventuras, pois me contaram maravilhas sobre o sítio. Dizem que aqui todas as histórias se tornam reais...
DONA BENTA: Receio desapontá-lo, mas meu neto não iria mesmo com o senhor, de qualquer maneira. O que acha de tomarmos uma xícara de chá?
DOM QUIXOTE: Agradecido, mas preciso ir andando. O mundo precisa muito de mim! Vou até a escola Nero cantando uma música inspirada em uma obra de um grande amigo meu, o Sr. Mário Quintana. É que a biblioteca de lá foi batizada com o seu nome e preciso dar um alô para a garotada. Adeus, meninada!
(Nesse momento, entra a música da marcha).

Pé de pilão

Pé de pilão
Arreda camundongo pra passar o batalhão
Sai da frente que atrás vem gente
Muita atenção
Que aí vem a turma do pé quente
Pé de pilão
Olha o corre-corre da corrente


Pé de pilão
A gente inventa e topa qualquer questão
De carona na imaginação
Vamos em frente até o final feliz
Pé de pilão
Pobre de quem atravancar o caminho
Eles todos passarão
E eu passarinho.


DONA BENTA: Bem gente, essa á nossa turma. Não deixem de ler sobre as nossas aventuras. Vocês as encontram nas bibliotecas mais próximas. Não percam também nossa próxima aventura, as reinações de Narizinho. O que acham de uma despedida?
Crianças: oba!!!!
(Entram todos para dançar e cantar):

Música do Sítio do Pica-Pau Amarelo

Marmelada de banana, bananada de goiaba
Goiabada de marmelo
Sítio do Pica-Pau amarelo
Sítio do Pica-Pau amarelo
Boneca de pano é gente, sabugo de milho é gente
O sol nascente é tão belo
Sítio do Pica-Pau amarelo
Sítio do Pica-Pau amarelo
Rios de prata, pirata
Vôo sideral na mata, universo paralelo
Sítio do Pica-Pau amarelo
Sítio do Pica-Pau amarelo
No país da fantasia, num estado de euforia
Cidade polichinelo
Sítio do Pica-Pau amarelo.

Personagens:

Emília –  (sapatilha vermelha, meia calça branca, meia colorida, vestido vermelho e amarelo, peruca e maquiagem).
Pedrinho –  (macacão de tecido ou de brim, camiseta azul, bota de borracha, bodoque).
Narizinho –  (vestido curto, meia calça branca, sapatilha e tiara).
Saci –  (calção vermelho com suspensório, toca e cachimbo)
Visconde –  (calça verde, palitó verde com palha de milho, cabelo laranja e chapéu).
Rabicó –  (macacão, meia calça rosa e segunda pele rosa, máscara de porco ou pintura, sapatilha rosa).
Cuca –  (máscara, saia verde e amarelo).
Tia Nastácia –  (saia longa, avental, bacia com colher, maquiagem, camisa branca, lenço branco, sapatilha).
Dona Benta –  (saia longa, camisa manga longa, camafeu, sapatilha).
Passarinhos –  (blusa branca, meia calça branca, saia rosa e sapatilha rosa, asa colorida) e Natália (sapatilha preta, meia calça preta, saia rosa e blusa rosa, asa colorida)

Cenário

Fundo pintado em tecido do sítio; cadeira de balanço para Dona Benta.

Sonorização
Música do sítio
Emília
Visconde
Narizinho
Pedrinho
Saci
Cuca

Sítio do pica-pau amarelo

Adaptação da história dos três porquinhos para o teatro

Os três porquinhos e a revolta da natureza (3º ANO)

NARRADOR: Era uma vez, três porquinhos que moravam com sua mãe: Bolinha, Bolota e Bolão (mostrar os dois brincando e o outro ajudando a mãe). Eles adoravam brincar e curtir a vida, deixando todas as tarefas para a mãe e o irmão mais velho.
NARRADOR: Quando eles ficaram maiores, decidiram tomar seu rumo na vida e fazer suas próprias casas. Sua mãe Joana não gostou muito da ideia deles irem embora, mas concordou porque eles já eram adultos: (mostrar ela balançando a cabeça e colocando a mão no bolso)
JOANA: - Tomem meus filhos: oito moedas de ouro para cada um de vocês, para que sobrevivam até arrumarem um emprego.
NARRADOR: Bolão foi o mais esperto e construiu a sua casa em lugar seguro, de tijolos:
BOLÃO: -Vou fazer minha casa aqui nesse lugar plano, de tijolos e vai ficar muito bonita!
BOLÃO: -Ainda bem que  consegui um desconto para comprar esse terreno!
NARRADOR: Já Bolinha não foi tão esperto e construiu sua casa de palha, na beira do rio, porque tinha muitas frutas, água limpa e fresca:
BOLINHA: -Vou construir minha casa aqui na beira do rio, bem rapidinho, porque quero ir descansar logo...
BOLINHA: - Além do mais, não quero pagar pelo terreno e acho que isso aqui não é de ninguém...
NARRADOR: Bolota também não foi muito esperto e construiu sua casa em um morro de pedra soltas e sem árvores a sua volta:
BOLOTA: - Vou construir aqui em cima, já que não é propriedade de ninguém... Não vou precisar pagar o terreno.
BOLOTA: - Vou fazer a casa com essas madeiras que têm aqui e vou tomar chimarrão e dormir na rede...
NARRADOR: Depois de um ano, o fiscal da prefeitura, o Sr. Lobo, foi fazer uma vistoria naquele lugar. Chegou primeiro na casa do bolão, a casa de tijolos co0nstruída no plano e falou:                    
LOBO: - Vim ver o estado de sua moradia. Você tem a documentação em dia, os impostos?
BOLÃO: - Sim, sim, tenho tudo. Aqui está!
LOBO: - Sua casa está em boas condições para morar e foi construída em local seguro. Parabéns!
BOLÃO: - Está bem, obrigado.
NARRADOR: Logo após, o Sr. Lobo foi até a casa de Bolinha, a casa de palha construída na beira do rio e falou:
BOLINHA: - Vim ver o estado de sua moradia. O Sr. tem autorização para construir sua casa aqui?
BOLINHA: - Eu não tenho, não. Não tenho dinheiro para isso...
LOBO: - Bem se vê. O Sr. construiu sua casa em local proibido. Quando chove muito, o rio transborda e a sua casa poderá ser levada pelas águas... Você tem que desocupar essa casa imediatamente...
BOLINHA: - Não posso, não tenho para onde ir...
LOBO: - Então não diga que não avisei...
NARRADOR: Saindo dali, ele foi à casa do Bolota, aquele que construiu a sua casa de madeira, na encosta do morro:
LOBO: - Vim ver o estado de sua moradia. O Sr. tem autorização para construir sua casa aqui?
BOLOTA: - Eu não tenho, não. Não tenho dinheiro para isso...
LOBO: - Bem se vê. O Sr. construiu sua casa em local proibido. Se chover muito, a encosta do morro pode desabar e a sua casa poderá ser soterrada com você dentro... Você tem que desocupar essa casa imediatamente...
BOLOTA: - Não posso, não tenho para onde ir...
LOBO: - Então não diga que não avisei...
NARRADOR: E o Sr. Lobo foi embora. Alguns dias depois, começou a chover. A chuva durou muitos dias e o rio transbordou. A casa do Bolinha foi levada pelas águas e ele se arrependeu por não ouvir o fiscal. Quando viu que tudo estava perdido, correu para a casa do Bolota, no morro.
NARRADOR: O irmão do meio ficou muito contente com a chegada do irmão:
BOLOTA: - Entre, entre, vá se achegando!
BOLINHA- Vou precisar morar com você por um tempo, perdi minha casa na enchente...
BOLOTA: - Pode ficar aqui comigo, estava me sentindo muito sozinho mesmo!
NARRADOR: Passados mais alguns dias de chuva, os irmãos saíram para fazer umas compras e, quando voltaram, a casa tinha descido junto com o morro
BOLINHA: - Bolota, sua casa não está mais no lugar. Acho que ficou soterrada...
BOLOTA: - É mesmo Bolinha. Que bom que estávamos fora, senão...
NARRADOR: Conversaram um pouco e decidiram ir pedir abrigo ao irmão mais velho, Bolão:
BOLINHA: -Toc, toc, toc...
BOLÃO: - Que é?
BOLOTA: - Somos nós, Bolão, seus irmãos, Bolota e Bolinha.
BOLINHA: - Precisamos de um lugar para morar.
BOLÃO: - É claro que vocês podem ficar aqui. Mas o que aconteceu com a casa de vocês?
BOLINHA: - Minha casa ficava na beira do rio, que com a chuva, levou a minha casa embora...
BOLOTA: - E a minha casa ficava na encosta do morro que, com a chuva, desceu e foi embora...
BOLÃO: - Vocês, vocês... nunca aprendem mesmo? As coisas não podem ser feitas de qualquer maneira...
BOLÃO: - Mamãe deu a mesma quantidade de dinheiro para todos. O que fizeram com ele?
BOLINHA: - Eu gastei com comida e roupas novas...
BOLOTA: - E eu com um videogame e com muitas guloseimas, hum, hum...
BOLÃO: - Pois é, assim não dá! Eu construí essa casa em um local seguro e fui procurar um emprego. Com a natureza não se brinca. Não dá para esperar que as coisas caiam do céu! A não ser a chuva, he, he, he...
NARRADOR: E assim os irmãos aprenderam mais essa grande lição. Mas nos momentos de folga, eles continuavam a brincar com seus amigos:
TODOS: - Quem tem medo do Lobo mau, Lobo mau, Lobo mau!

PERSONAGENS:

NARRADOR -___________________________
BOLOTA –_____________________          roupa: Calça, camiseta e tênis; máscara.
BOLINHA –___________________            roupa: Calça, camiseta e tênis; máscara.
BOLÃO –_____________________                        roupa: Calça, camiseta e tênis; máscara
JOANA –_____________________             Roupa: normal, avental.
LOBO –______________________             roupa: Calça, camisa e sapato; máscara.
AMIGOS –_________________________________________________________
roupa: Calça, camiseta e tênis; máscara


CENÁRIO:

FLORESTA – Já tem; rio (TNT marrom); duas barraquinhas__________________________
CASA DO BOLÃO – casa de papelão (8º ano).
CASA DA MÃE – mesa, cadeiras, cozinha.


SONORIZAÇÃO:


Som de chuva; música dos porquinhos. 

História dos três porquinhos para recortar e sequenciar

HISTÓRIA DOS TRES PORQUINHOS





Era uma vez, na época em que os animais falavam, três porquinhos que viviam felizes e despreocupados na casa da mãe.
A mãe era ótima, cozinhava, passava e fazia tudo pelos filhos. Porém, dois dos filhos não a ajudavam em nada e o terceiro sofria em ver sua mãe trabalhando sem parar.

Certo dia, a mãe chamou os porquinhos e disse:

__Queridos filhos, vocês já estão bem crescidos. Já é hora de terem mais responsabilidades para isso, é bom morarem sozinhos.

A mãe então preparou um lanche reforçado para seus filhos e dividiu entre os três suas economias para que pudessem comprar material e construírem uma casa.

Estava um bonito dia, ensolarado e brilhante. A mãe porca despediu-se dos seus filhos: __Cuidem-se! Sejam sempre unidos! - desejou a mãe.

Os três porquinhos, então, partiram pela floresta em busca de um bom lugar para construírem a casa. Porém, no caminho começaram a discordar com relação ao material que usariam para construir o novo lar.

Cada porquinho queria usar um material diferente.

O primeiro porquinho um dos preguiçosos foi logo dizendo:

__ Não quero ter muito trabalho! Dá para construir uma boa casa com um monte de palha e ainda sobra dinheiro para comprar outras coisas.

O porquinho mais sábio disse: __ Uma casa de palha não é nada segura.

 O outro porquinho preguiçoso, o irmão do meio, também deu seu palpite: __ Prefiro uma casa de madeira, é mais resistente e muito prático. Quero ter muito tempo para descansar e brincar.

__ Uma casa toda de madeira também não é segura - comentou o mais velho- Como você vai se proteger do frio? E se um lobo aparecer, como vai se proteger?

__Já que cada um vai fazer uma casa, eu farei uma casa de tijolos, que é resistente. Só quando acabar é que poderei brincar. – Respondeu o mais velho.

Cada porquinho escolheu um canto da floresta para construir as respectivas casas. Contudo, as casas seriam próximas.

Os dias foram passando, até que um lobo percebeu que havia porquinhos morando naquela parte da floresta. O Lobo sentiu sua barriga roncar de fome, só pensava em comer os porquinhos.

Foi então bater na porta do porquinho mais novo, o da casa de palha. O porquinho antes de abrir a porta olhou pela janela e avistando o lobo começou a tremer de medo.

O Lobo bateu mais uma vez, o porquinho então, resolveu tentar intimidar o lobo:

__ Vá embora! Só abrirei a porta para o meu pai, o grande leão! Mentiu o porquinho cheio de medo.

__ Leão é? Não sabia que leão era pai de porquinho. Abra já essa porta.  – Disse o lobo com um grito assustador.

O porquinho continuou quieto, tremendo de medo.

__Se você não abrir por bem, abrirei à força. Eu ou soprar vou soprar muito forte e sua casa irá voar.

O porquinho ficou desesperado, mas continuou resistindo. Até que o lobo soprou um a vez e nada aconteceu, soprou novamente e da palha da casinha nada restou, a casa voou pelos ares.

O porquinho desesperado correu em direção à casinha de madeira do seu irmão. O lobo correu atrás.

Chegando lá, o irmão do meio estava sentado na varanda da casinha.

__Corre, corre entra dentro da casa! O lobo vem vindo! – gritou desesperado, correndo o porquinho mais novo.

Os dois porquinhos entraram bem a tempo na casa, o lobo chegou logo atrás batendo com força na porta.

Os porquinhos tremiam de medo. O lobo então bateu na porta dizendo:

__Porquinhos, deixem-me entrar só um pouquinho!
__ De forma alguma Seu Lobo, vá embora e nos deixe em paz.- disseram os porquinhos.

__ Então eu vou soprar e soprar e farei a casinha voar.O lobo então furioso e esfomeado, encheu o peito de ar e soprou forte a casinha de madeira que não agüentou e caiu.

Os porquinhos aproveitaram a falta de fôlego do lobo e correram para a casinha do irmão mais velho.

Chegando lá pediram ajuda ao irmão.
__Entrem, deixem esse lobo comigo! Disse confiante o porquinho mais velho.

Logo o lobo chegou e tornou a atormentá-los:

__ Porquinhos, porquinhos, deixem-me entrar, é só um pouquinho!

__Pode esperar sentado seu lobo mentiroso.- respondeu o porquinho mais velho.

__ Já que é assim, preparem-se para correr. Essa casa em poucos minutos irá voar! O lobo encheu seus pulmões de ar e soprou a casinha de tijolos que nada sofreu.

Soprou novamente mais forte e nada.
Resolveu então se jogar contra a casa na tentativa de derrubá-la. Mas nada abalava a sólida casa.

O lobo resolveu então se disfarçar de vendedor de frutas.

__ Quem quer comprar frutas fresquinhas?- gritava o lobo se aproximando da casa de tijolos.

 Os porquinhos responderam:
__ Não, obrigado.

O lobo furioso se revelou: abram logo!!!

Os porquinhos nada responderam e ficaram aliviados por não terem caído na mentira do falso vendedor.

De repente ouviram um barulho no teto. O lobo havia encostado uma escada e estava subindo no telhado.

Imediatamente o porquinho mais velho aumentou o fogo da lareira, na qual cozinhavam uma sopa de legumes.

O lobo se jogou dentro da chaminé, na intenção de surpreender os porquinhos entrando pela lareira. Foi quando ele caiu bem dentro do caldeirão de sopa fervendo.

___AUUUUUUU! - Uivou o lobo de dor, saiu correndo em disparada em direção à porta e nunca mais foi visto por aquelas terras.

Os três porquinhos, pois, decidiram morar juntos daquele dia em diante. Os mais novos concordaram que precisavam trabalhar além de descansar e brincar.

Todos viveram felizes e em harmonia na linda casinha de tijolos.



Projeto sobre diversidade étnicocultural

  PROJETO DE LITERATURA
         Profª Ana Lúcia Ferreira Tessari da Silva/1999


MENINA   BONITA   DE   LAÇO   DE   FITA  
(Ana Maria Machado)


Era uma vez uma menina linda, linda.
Os olhos pareciam duas azeitonas pretas brilhantes, os cabelos enroladinhos e bem negros.
Apele era escura e lustrosa, que nem o pelo da pantera negra na chuva.
Ainda por cima, a mãe gostava de fazer trancinhas no cabelo dela e enfeitar com laços de fita coloridas. Ela ficava parecendo uma princesa das terras da áfrica, ou uma fada do Reino do Luar.
E, havia um coelho bem branquinho, com olhos vermelhos e focinho nervoso sempre tremelicando. O coelho achava a menina a pessoa mais linda que ele tinha visto na vida.
E pensava:
- Ah, quando eu casar quero ter uma filha pretinha e linda que nem ela...
Por isso, um dia ele foi até a casa da menina e perguntou:
- Menina bonita do laço de fita, qual é o teu segredo para ser tão pretinha?
A menina não sabia, mas inventou:
­- Ah deve ser porque eu caí na tinta preta quando era pequenina...
O coelho saiu dali, procurou uma lata de tinta preta e tomou banho nela. Ficou bem negro, todo contente. Mas aí veio uma chuva e lavou todo aquele pretume, ele ficou branco outra vez.
Então ele voltou lá na casa da menina e perguntou outra vez:
- Menina bonita do laço de fita, qual é o seu segredo para ser tão pretinha?
A menina não sabia, mas inventou:
- Ah, deve ser porque eu tomei muito café quando era pequenina.
O coelho saiu dali e tomou tanto café que perdeu o sono e passou a noite toda fazendo xixi. Mas não ficou nada preto.
- Menina bonita do laço de fita, qual o teu segredo para ser tão pretinha?
A menina não sabia, mas inventou:
­- Ah, deve ser porque eu comi muita jabuticaba quando era pequenina.
O coelho saiu dali e se empanturrou de jabuticaba até ficar pesadão, sem conseguir sair do lugar. O máximo que conseguiu foi fazer muito cocozinho preto e redondo feito jabuticaba. Mas não ficou nada preto.
Então ele voltou lá na casa da menina e perguntou outra vez:
- Menina bonita do laço de fita, qual é teu segredo pra ser tão pretinha?
A menina não sabia e... Já ia inventando outra coisa, uma história de feijoada, quando a mãe dela que era uma mulata linda e risonha, resolveu se meter e disse:
- Artes de uma avó preta que ela tinha...
Aí o coelho, que era bobinho, mas nem tanto, viu que a mãe da menina devia estar mesmo dizendo a verdade, porque a gente se parece sempre é com os pais, os tios, os avós e até com os parentes tortos.
E se ele queria ter uma filha pretinha e linda que nem a menina, tinha era que procurar uma coelha preta para casar.
Não precisou procurar muito. Logo encontrou uma coelhinha escura como a noite, que achava aquele coelho branco uma graça.
Foram namorando, casando e tiveram uma ninhada de filhotes, que coelho quando desanda a ter filhote não para mais! Tinha coelhos de todas as cores: branco, branco malhado de preto, preto malhado de branco e até uma coelha bem pretinha. Já se sabe, afilhada da tal menina bonita que morava na casa ao lado.
E quando a coelhinha saía de laço colorido no pescoço sempre encontrava alguém que perguntava:
- Coelha bonita do laço de fita, qual é o teu segredo para ser tão pretinha?
E ela respondia:
- Conselhos da mãe da minha madrinha...
MENINA BONITA DO LAÇO DE FITA
(Ana Maria Machado)


PROJETO:
ÁREA DE CONHECIMENTO: Língua Portuguesa
OBJETO DE ESTUDO: Diversidade Étnico-Cultural Brasileira
Ensino Fundamental – 1º ao 5º ano
INTRODUÇÃO:
Desenvolvimento do tema da diversidade, não somente com o objetivo de apresentar aos alunos a riqueza da diversidade étnico-cultural brasileira, contribuindo para que as crianças se apropriem de valores como o respeito a si próprias e ao outro, mas também com o objetivo de elevar a auto-estima do aluno negro.
 A sugestão é que as atividades sejam desenvolvidas durante um período mínimo de cinco dias, (lembrando que essa sugestão de aulas não poderá ocorrer num dia só) no decorrer dos quais o professor irá:

1. Apresentar a história à classe, contando-a, sem mostrar o livro.

2. Pedir às crianças que dêem um título (um nome) à história ouvida, escrevendo na lousa as sugestões apresentadas.

3. Contar que quem escreveu a história foi Ana Maria Machado, uma escritora brasileira que escreve livros para crianças, principalmente. Se o(a) professor(a) já tiver lido para a classe outros livros da autora, relembrar o fato aos alunos, se possível, mostrando-os.

4. Dizer o título do livro: "Menina bonita do laço de fita" e comparar com os nomes apresentados pelos alunos na atividade 2, perguntando a eles se gostaram mais do nome escolhido por eles próprios ou o escolhido pela autora; mostrar às crianças que nem sempre temos a mesma opinião sobre um mesmo fato ou situação e que o importante é que aprendamos a respeitar todas as opiniões; comentar os nomes escolhidos pelos alunos, na medida em que se afastam ou se aproximam do nome original da história.

5. Mostrar a capa do livro aos alunos. "Ler" a imagem da capa com eles, fazendo perguntas sobre a ilustração: a cor da pele da menina, do coelho, o cabelo da menina (quem usa cabelo assim? é difícil fazer um penteado como esse? leva muito tempo?). Destacar o olhar apaixonado, pensativo-sonhador do coelho. Pedir aos alunos que mostrem o que mais na ilustração indica que o coelho está apaixonado. Dizer o nome do ilustrador e falar sobre a importância da ilustração na leitura.

6. Ler o livro para os alunos, agora parando em cada página, mostrando as imagens e destacando as palavras e expressões que valorizam a menina, que a retratam como bela: "Era uma vez uma menina linda, linda. Os olhos dela pareciam duas azeitonas, daquelas bem brilhantes. Os cabelos eram enroladinhos e bem negros, feitos fiapos da noite. A pele era escura e lustrosa, que nem o pêlo da pantera negra quando pula na chuva.". Os adjetivos e comparações usados pela autora vão além de aguçar a imaginação infantil (olhos = duas azeitonas daquelas bem brilhantes; cabelos = fiapos da noite; pele = pêlo da pantera negra quando pula na chuva); eles evocam uma imagem positiva da menina, valorizando nela aspectos como cabelo e cor de pele, que normalmente são "maquiados", escondidos, quando a personagem é negra. A beleza natural da menina ganha enfeites que reforçam seu encanto, dando a ela ares de personagem de contos de fadas, pois: "Ainda por cima, a mãe gostava de fazer trancinhas no cabelo dela e enfeitar com laço de fita colorida. Ela ficava parecendo uma princesa das Terras da África, ou uma fada do Reino do Luar". Esses dois trechos contribuem para que, ao imaginário infantil a menina seja apresentada como uma bela princesa de contos de fadas, o que é extremamente positivo e eleva a auto-estima da criança, que se identificará com a heroína. Perguntar aos alunos se eles têm uma idéia de por que o coelho quer ter a cor de pele da menina. Será que ele não está satisfeito com a própria cor? Comentar com as crianças as respostas dadas. É importante que o(a) professor(a) destaque que além de muito bonita, essa heroína é também muito esperta e criativa, pois mesmo não sabendo responder às perguntas do coelho, sempre tem uma solução para que ele se torne da cor desejada: cair na tinta preta, tomar muito café, comer muita jabuticaba... Antes de ler o trecho que fala da intervenção da mãe no diálogo entre a menina e o coelho, perguntar se alguém lembra como era a mãe da garota. Comparar o texto escrito ("uma mulata linda e risonha") e a ilustração da mãe que é a de uma linda moça, moderna, bem vestida e arrumada (enfeitada, pintada, cabelos penteados), o que também contribui para que a classe forme uma imagem estética positiva da mulher negra.

7. Aproveitar a descoberta do coelho ("a gente se parece sempre é com os pais, os tios, os avós e até com os parentes tortos") e perguntar aos alunos com quem eles acham que se parecem. Essa atividade pode desdobrar-se em outras, por exemplo:
 
a) as crianças podem entrevistar os pais para saberem com quem se parecem e apresentar os resultados da pesquisa oralmente (Por exemplo, dizendo frases como: Minha mãe diz que meus olhos são parecidos com os dela, mas que meus cabelos e minha boca se parecem com os da minha avó.);

b) os alunos podem levar fotografias de parentes (pais, avós, tios, irmãos, por exemplo); atrás de cada foto deve constar o nome da criança que a trouxe; os alunos dividem-se em grupos de quatro. As fotos de cada grupo são empilhadas, com a frente para cima; os alunos tiram a sorte para ver quem começa jogando; o primeiro pega a primeira foto e tenta adivinhar quem a trouxe, observando as semelhanças entre as fotos e os colegas de grupo; se foi ele mesmo quem trouxe a foto, deve embaralhar a pilha, para que a fotografia saia do primeiro lugar; enquanto for acertando, o jogador continuará jogando. Ganhará o jogo quem tiver acertado mais. Ao final, as crianças devem contar aos colegas de grupo quem são as pessoas que estão nas fotos. Terminada a brincadeira, o (a) professor(a) colocará para a turma a seguinte questão: somos parecidos com as pessoas da nossa família? O coelho branco estava certo em suas conclusões?

8. Pedir às crianças que desenhem: a) a menina do laço de fita e a mãe; b) o coelho e sua nova família; c) suas famílias.

9. Organizar uma roda de conversas. Reler o trecho: "O coelho achava a menina a pessoa mais linda que ele tinha visto em toda a vida. E pensava: - Ah, quando eu casar quero ter uma filhinha pretinha e linda que nem ela." Questionar: O que é ser bonito? Como uma pessoa deve ser para ser bonita? Provavelmente surgirão respostas diferentes umas das outras. Retomar o que foi dito na atividade nº 4 e mostrar às crianças que nem sempre temos a mesma opinião sobre um assunto e que isso é muito bom, pois o mundo seria muito aborrecido se todos pensassem do mesmo jeito e se, por exemplo, só existisse um único modelo de beleza. Destacar que o importante é respeitar as diferenças. Conversar com a classe sobre os padrões de beleza existentes em "Menina bonita".

10. Mostrar, num mapa-múndi, os cinco continentes - a América, a Europa, a Ásia, a África e a Oceania, ressaltando que eles são divididos em países, cada um com seus costumes e tradições, suas festas, músicas e danças, suas religiões e seu jeito de ser, pois ninguém é igual a ninguém e é isso que dá graça à vida.
 
11. Conversar com as crianças sobre as "famílias" (povos) que formam o Brasil: os índios, o negro, o colonizador europeu, os imigrantes italianos, japoneses, árabes, judeus etc. Explicar que esses povos foram se cruzando, para formar a grande família brasileira, que tem as características de suas origens. Lembrar aqui as contribuições desses povos nas festas, na música, na culinária, nas histórias etc.

12. Retomar a atividade 10 e complementá-la, destacando a importância do respeito à diversidade étnico-cultural que compõe o Brasil.

 
Essas são algumas sugestões, apenas. O  professor deve assumir uma postura de combate a todas as formas de discriminação e preconceito, valorizando as diferentes etnias que constituem o Brasil e que, de certa forma, estão representadas nas crianças que compõem uma sala de aula na Educação.
Para finalizar, um destaque: para assumir o compromisso de trabalhar a diversidade cultural e étnica na Educação Infantil/Fundamental, o professor precisa ter segurança quanto ao que será desenvolvido.
Um caminho para isso é a reflexão conjunta dos professores nas reuniões pedagógicas, procurando respostas a indagações como: Sou preconceituoso? Já vivi situações de discriminação ou preconceito? E, tratando-se da etnia negra: O que sei sobre o continente africano? O que sei sobre as condições dos africanos escravizados no Brasil? O que sei sobre suas lutas de resistência, seus heróis, suas histórias? Conheço a história de Zumbi? A influência que os africanos escravizados tiveram na formação da identidade brasileira, nas religiões, festas, cantigas, danças, culinária e, principalmente, histórias que contribuem para ampliar o repertório e povoar o imaginário das crianças com representações positivas do negro?
 
“Nossas escolas pretendem formar cidadãos. E cidadania não combina com desigualdade, assim como democracia não combina com preconceito e discriminação. Se as crianças vão à escola é porque desejamos que se desenvolvam plenamente como seres humanos...”