sexta-feira, 31 de julho de 2015

Adaptação da história dos três porquinhos para o teatro

Os três porquinhos e a revolta da natureza (3º ANO)

NARRADOR: Era uma vez, três porquinhos que moravam com sua mãe: Bolinha, Bolota e Bolão (mostrar os dois brincando e o outro ajudando a mãe). Eles adoravam brincar e curtir a vida, deixando todas as tarefas para a mãe e o irmão mais velho.
NARRADOR: Quando eles ficaram maiores, decidiram tomar seu rumo na vida e fazer suas próprias casas. Sua mãe Joana não gostou muito da ideia deles irem embora, mas concordou porque eles já eram adultos: (mostrar ela balançando a cabeça e colocando a mão no bolso)
JOANA: - Tomem meus filhos: oito moedas de ouro para cada um de vocês, para que sobrevivam até arrumarem um emprego.
NARRADOR: Bolão foi o mais esperto e construiu a sua casa em lugar seguro, de tijolos:
BOLÃO: -Vou fazer minha casa aqui nesse lugar plano, de tijolos e vai ficar muito bonita!
BOLÃO: -Ainda bem que  consegui um desconto para comprar esse terreno!
NARRADOR: Já Bolinha não foi tão esperto e construiu sua casa de palha, na beira do rio, porque tinha muitas frutas, água limpa e fresca:
BOLINHA: -Vou construir minha casa aqui na beira do rio, bem rapidinho, porque quero ir descansar logo...
BOLINHA: - Além do mais, não quero pagar pelo terreno e acho que isso aqui não é de ninguém...
NARRADOR: Bolota também não foi muito esperto e construiu sua casa em um morro de pedra soltas e sem árvores a sua volta:
BOLOTA: - Vou construir aqui em cima, já que não é propriedade de ninguém... Não vou precisar pagar o terreno.
BOLOTA: - Vou fazer a casa com essas madeiras que têm aqui e vou tomar chimarrão e dormir na rede...
NARRADOR: Depois de um ano, o fiscal da prefeitura, o Sr. Lobo, foi fazer uma vistoria naquele lugar. Chegou primeiro na casa do bolão, a casa de tijolos co0nstruída no plano e falou:                    
LOBO: - Vim ver o estado de sua moradia. Você tem a documentação em dia, os impostos?
BOLÃO: - Sim, sim, tenho tudo. Aqui está!
LOBO: - Sua casa está em boas condições para morar e foi construída em local seguro. Parabéns!
BOLÃO: - Está bem, obrigado.
NARRADOR: Logo após, o Sr. Lobo foi até a casa de Bolinha, a casa de palha construída na beira do rio e falou:
BOLINHA: - Vim ver o estado de sua moradia. O Sr. tem autorização para construir sua casa aqui?
BOLINHA: - Eu não tenho, não. Não tenho dinheiro para isso...
LOBO: - Bem se vê. O Sr. construiu sua casa em local proibido. Quando chove muito, o rio transborda e a sua casa poderá ser levada pelas águas... Você tem que desocupar essa casa imediatamente...
BOLINHA: - Não posso, não tenho para onde ir...
LOBO: - Então não diga que não avisei...
NARRADOR: Saindo dali, ele foi à casa do Bolota, aquele que construiu a sua casa de madeira, na encosta do morro:
LOBO: - Vim ver o estado de sua moradia. O Sr. tem autorização para construir sua casa aqui?
BOLOTA: - Eu não tenho, não. Não tenho dinheiro para isso...
LOBO: - Bem se vê. O Sr. construiu sua casa em local proibido. Se chover muito, a encosta do morro pode desabar e a sua casa poderá ser soterrada com você dentro... Você tem que desocupar essa casa imediatamente...
BOLOTA: - Não posso, não tenho para onde ir...
LOBO: - Então não diga que não avisei...
NARRADOR: E o Sr. Lobo foi embora. Alguns dias depois, começou a chover. A chuva durou muitos dias e o rio transbordou. A casa do Bolinha foi levada pelas águas e ele se arrependeu por não ouvir o fiscal. Quando viu que tudo estava perdido, correu para a casa do Bolota, no morro.
NARRADOR: O irmão do meio ficou muito contente com a chegada do irmão:
BOLOTA: - Entre, entre, vá se achegando!
BOLINHA- Vou precisar morar com você por um tempo, perdi minha casa na enchente...
BOLOTA: - Pode ficar aqui comigo, estava me sentindo muito sozinho mesmo!
NARRADOR: Passados mais alguns dias de chuva, os irmãos saíram para fazer umas compras e, quando voltaram, a casa tinha descido junto com o morro
BOLINHA: - Bolota, sua casa não está mais no lugar. Acho que ficou soterrada...
BOLOTA: - É mesmo Bolinha. Que bom que estávamos fora, senão...
NARRADOR: Conversaram um pouco e decidiram ir pedir abrigo ao irmão mais velho, Bolão:
BOLINHA: -Toc, toc, toc...
BOLÃO: - Que é?
BOLOTA: - Somos nós, Bolão, seus irmãos, Bolota e Bolinha.
BOLINHA: - Precisamos de um lugar para morar.
BOLÃO: - É claro que vocês podem ficar aqui. Mas o que aconteceu com a casa de vocês?
BOLINHA: - Minha casa ficava na beira do rio, que com a chuva, levou a minha casa embora...
BOLOTA: - E a minha casa ficava na encosta do morro que, com a chuva, desceu e foi embora...
BOLÃO: - Vocês, vocês... nunca aprendem mesmo? As coisas não podem ser feitas de qualquer maneira...
BOLÃO: - Mamãe deu a mesma quantidade de dinheiro para todos. O que fizeram com ele?
BOLINHA: - Eu gastei com comida e roupas novas...
BOLOTA: - E eu com um videogame e com muitas guloseimas, hum, hum...
BOLÃO: - Pois é, assim não dá! Eu construí essa casa em um local seguro e fui procurar um emprego. Com a natureza não se brinca. Não dá para esperar que as coisas caiam do céu! A não ser a chuva, he, he, he...
NARRADOR: E assim os irmãos aprenderam mais essa grande lição. Mas nos momentos de folga, eles continuavam a brincar com seus amigos:
TODOS: - Quem tem medo do Lobo mau, Lobo mau, Lobo mau!

PERSONAGENS:

NARRADOR -___________________________
BOLOTA –_____________________          roupa: Calça, camiseta e tênis; máscara.
BOLINHA –___________________            roupa: Calça, camiseta e tênis; máscara.
BOLÃO –_____________________                        roupa: Calça, camiseta e tênis; máscara
JOANA –_____________________             Roupa: normal, avental.
LOBO –______________________             roupa: Calça, camisa e sapato; máscara.
AMIGOS –_________________________________________________________
roupa: Calça, camiseta e tênis; máscara


CENÁRIO:

FLORESTA – Já tem; rio (TNT marrom); duas barraquinhas__________________________
CASA DO BOLÃO – casa de papelão (8º ano).
CASA DA MÃE – mesa, cadeiras, cozinha.


SONORIZAÇÃO:


Som de chuva; música dos porquinhos. 

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